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Síndrome de Burnout – mente em combustão

Síndrome de Burnout – mente em combustão

Você já deve ter conhecido ou ouvido falar sobre pessoas que chegaram ao nível extremo de estresse e esgotamento físico e mental, certo? Esses indivíduos sofrem com a  Síndrome de Burnout (síndrome do esgotamento profissional), um dos distúrbios mais tenebrosos dos dias de hoje. E como essas pessoas chegam a esse panorama? Bom, em geral, atividades extremamente  estressantes na rotina contribuem diretamente para a manifestação dos sintomas que caracterizam esse distúrbio psíquico.

Essa doença atinge, especialmente, as pessoas que precisam lidar com situações tensas diariamente, além de manterem relações interpessoais intensas, diretas e que contribuem para o estresse. Embora a síndrome tenha sido observada pela primeira vez ainda nos anos 60, apenas nos últimos anos, que as informações se tornaram mais difundidas no mundo, especialmente no Brasil.

No decorrer do artigo, vamos tratar sobre o perfil profissional de quem sofre com a síndrome de Burnout, principais sintomas, causas e tratamento. Então, continue a leitura!

Perfil profissional

Os estudiosos no assunto dizem que a síndrome costuma atingir pessoas que atuam em áreas como educação, serviço social, aviação, sistema prisional, etc. Essas pessoas têm em comum a autocobrança intensa, o perfeccionismo, além de vivenciarem a produtividade demasiada.

De forma geral, as causas podem estar relacionadas às atividades profissionais, mas também tem muito a ver com o próprio perfil profissional. Por exemplo, pessoas viciadas em trabalho (workaholic) têm predisposição para desenvolver a Síndrome de Burnout.

Assim como gestores que enxergam no estresse um mecanismo fundamental para provar aos outros que são bons profissionais.  O estresse pode até ser encarado como algo normal e positivo, em situações corriqueiras. Contudo, quando o profissional vive esse estresse constantemente e de forma exagerada, a situação pode sair do controle, como destaca Marine Meyer Trinca, psicóloga da Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein, em artigo publicado no site da instituição.

Sintomas principais

Os primeiros sintomas observados são o esgotamento físico e mental, além de atitudes agressivas, irritabilidade e mudança de humor com bastante frequência, segundo artigo do site do médico Drauzio Varella. Essas pessoas apresentam dificuldade de concentração, lapsos de memória, além de ansiedade e depressão. Os afetados pela síndrome também podem ter insônia. O site ainda cita outros dois sintomas bastante negativos: o pessimismo e a baixa autoestima.

Além disso, quem sofre com a síndrome pode ter dor de cabeça, enxaqueca, pressão alta, etc. Trata-se de um distúrbio bastante sério e que pode trazer outras consequências danosas, como alcoolismo, dependência química, além de tendência ao suicídio, como destaca artigo do Hospital Albert Einstein. Tudo isso mostra a gravidade da síndrome e a importância em preveni-la enquanto é tempo.

Sindrome de Burnout

Tratamentos

Para combater o distúrbio, é necessário – especialmente – combater os sintomas apresentados. A síndrome tem cura, mas é preciso seguir rigorosamente os tratamentos indicados. Os protocolos, de forma geral, preveem uso de antidepressivos, acompanhamento médico, terapias e atividades que relaxam e trazem bem-estar. É essencial reduzir as atividades profissionais e se dedicar ao tratamento.

O assessor de imprensa B.P.S (prefere não se identificar) afirma que quando descobriu que sofria da Síndrome de Burnout, pensou que não conseguiria superar esse distúrbio. “No início, sentia muito medo e achava que iria morrer a qualquer momento. Por sorte, eu tive o apoio das pessoas ao redor e lutei muito para superar esse problema. Quando me afastei do trabalho, decidi viajar, mas segui todas as orientações médicas e fiz terapias nas cidades onde estive. A luta foi difícil, mas superei.”, afirma.

O preço alto por acelerar

B.P.S afirma que pagou um preço muito alto por ter cultivado tanto estresse ao longo de sua vida profissional. “Eu não tinha limites, fazia hora extra sem necessidade e sempre levava trabalho para casa. Eu me cobrava muito. Infelizmente, eu abri mão do lazer e diversão, sem necessidade alguma, apenas por causa do meu vício com o trabalho. Perdi amigos e me afastei de pessoas queridas”.

Ele conta que quando soube que estava com a síndrome teve receio em dizer às pessoas e, sequer, assumia para si mesmo que precisava de ajuda. “Claro que todos percebiam que algo estava errado, quanto ao meu afastamento frequente no trabalho, minha mudança de humor e perfil depressivo. Então, quando comecei a terapia e tratamentos, percebi que para me curar eu teria de enfrentar essa síndrome, com coragem e garra. E só assim, eu tive força para seguir em diante”.

Então, a partir da experiência de B.P.S , fica claro que desacelerar é a alternativa para evitar que uma rotina de estresse se intensifique – a ponto de culminar nessa síndrome extremamente perigosa. Vale destacar que, os especialistas são unânimes em dizer que uma das melhores mediadas de prevenção é – de fato – identificar se o ambiente profissional está contribuindo para o desgaste físico e mental.

Não se esqueça de que quanto mais cedo essas questões forem observadas – obviamente – maiores são as probabilidades da pessoa não ser atingida pela Síndrome de Burnout.  “Infelizmente, essa síndrome pode afetar qualquer pessoa, e qualquer idade. Bom,  ela age de forma sutil e é muito rasteira. É importante ter cautela e cuidado”, afirma B.P.S.

Cultivar bons momentos

Todas essas questões abordadas no artigo comprovam a importância em não exceder o limite, ter bom senso na forma como a pessoa lida e executa as atividades profissionais, além de nunca deixar de lado o bem-estar. A vida não é feita apenas de trabalho e carreira. Existem outras questões tão importantes e que devem ser priorizadas, como atitudes que promovem relaxamento e alegria.

Em todo caso, talvez, boa parte das pessoas se diz infeliz pelo fato de não perceber que a felicidade é algo palpável e que reside ao nosso redor, ou mesmo, dentro de nós. Ela está naqueles momentos à beira do mar, na casa dos pais, ao lado de quem se ama, no sabor de um café quentinho e tantos outros detalhes que deixam as nossas vidas com mais cor. Então, antes que o estresse seja presença intensa e favoreça o surgimento de síndromes e distúrbios, invista nesses detalhes e tenha uma vida menos estressante, mais leve e muito mais feliz. 🙂

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