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Síndrome da Dispersividade e o alcance de metas

Síndrome da Dispersividade e o alcance de metas

A Síndrome da Dispersividade é um assunto que requer muita atenção dos profissionais contemporâneos. Por isso, meu convite para que você preste atenção a essa leitura, pois você pode sofrer dela e sequer se dar conta. Esse mal é o que define a pessoa que não possui foco e nem organização. Não bastasse isso, os indivíduos que estão nessa condição tentam fazer de tudo um pouco — mesmo tarefas que não estejam ligadas ao seu propósito.

Desse modo, a pessoa que tem esse comportamento passa a realizar várias tarefas, sem ter um foco necessário e acaba investindo muito tempo e energia sem alcançar resultados eficazes. Relacionei alguns comportamentos bem presentes no indivíduo que sofre da Síndrome de Dispersividade:

Falta de foco: é um dos principais comportamentos na pessoa que passa por esse problema. Sem dar a devida atenção às tarefas acaba não realizando tudo que deve dentro do prazo ou na qualidade que deveria ter.

Dificuldades em planejar tarefas: as pessoas com esse perfil, em linhas gerais, não conseguem estruturar como serão realizados seus objetivos. Essa etapa importante logo é substituída pela ação.

Não sabe estabelecer prioridades: por não ter clara uma visão de longo prazo (que caracteriza um pilar importante para o planejamento), os indivíduos que possuem a Síndrome da Dispersividade tendem a não saber priorizar as atividades do dia, o que pode resultar em acúmulo de tarefas, sem resultados adequados.

Falta de clareza quanto ao propósito de vida: por não ter um planejamento claro, essas pessoas têm dificuldades quanto aos seus objetivos de vida.

Fazedores de tarefas: a pessoa com essa característica facilmente se torna uma fazedora de tarefas, só executando, sem parar para estruturar a melhor maneira de fazê-lo.

Dispersa vários momentos do dia: não consegue manter um foco em uma determinada tarefa ao longo do dia, está sempre mudando de prioridade e de atividades em que está investindo a sua atenção.

Aceita tarefas com facilidade: outra atitude é que o indivíduo está constantemente aceitando as tarefas que lhe são repassadas, sem ter muito clareza do porquê estão sendo pedidas.

Acúmulo de tarefas: a pessoa que sofre com a Síndrome da Dispersividade tende a ser sobrecarregada, o que traz prejuízos profissionais e também para o organismo. Em geral, são pessoas que têm dificuldade de dizer não.

Falsa sensação de produtividade: também é comum a pessoa ter uma ideia de ser produtiva e com alto rendimento.

Diferença entre ser ocupado e ser produtivo

Outro mito importante de ser esclarecido diz respeito à produtividade. A pessoa dispersa, de um modo geral, está sempre ocupada, o que não significa necessariamente que possua um alto rendimento. Justamente porque o fato de toda a jornada estar preenchida não representa uma produtividade de ponta até porque é necessário guiar-se pelos resultados da ação (e não somente pelo esforço empreendido). Indivíduos com esse perfil têm desafios para fazer esse cálculo, pois tendem a avaliar o preenchimento da hora de trabalho e não o resultado que isso gerou.

Por isso, essa discussão de “estar ocupado versus ser produtivo” é um ponto que merece sempre nossa atenção, para avaliarmos como estamos investindo nossa atenção e como está nosso gerenciamento do tempo. Recomendamos a leitura do artigo “Como tornar-se um profissional de alta performance”, sobre o qual falamos por aqui.

Mas… e aquele papo de ser multitarefa?

Esse é um ponto importante de ser esclarecido e que tem muita relação com o que falamos no item anterior. Alternar sua atenção entre várias tarefas faz com que você perca mais tempo, pois a nossa máquina maravilhosa do cérebro necessita dar foco novamente à nova tarefa. Por isso, a troca não é tão instantânea como parece. Você pode até imaginar que sim, mas é uma falsa sensação de fazer tudo ao mesmo tempo.

Segundo pesquisa da TriadPS, divulgada pela revista EXAME, uma pessoa pode perder algo em torno de 20% do tempo ao realizar múltiplas tarefas num mesmo instante. Eles chegaram a essa conclusão avaliando estudantes em treinamentos de produtividade. Para você entender melhor como isso se aplica na sua rotina: a cada 5 horas de trabalho, você poderia economizar uma para realizar seu hobby. Que tal?

Outro ponto que a pessoa com dispersividade pode não perceber é que o fato de realizar muitas coisas ao mesmo tempo acaba minando a disposição, logo, a própria performance. Isso ocorre porque nosso cérebro necessita de mais recursos para realizar novas atividades. Desse modo, o cansaço aparece com mais frequência, especialmente, no fim do expediente. E é bom deixar claro que isso nada tem a ver com a questão de gênero, o que derruba o mito de que mulheres possam ser multi-tarefas (e homens não). Isso vale para todos! 🙂

BÔNUS: o mais importante de tudo é estar em constante análise para perceber como você está empreendendo seu esforço e dedicação. Fazer muito e ter pouco resultado não é nada normal, não é mesmo? Por isso, reavalie constantemente seus objetivos para que seu empenho esteja na direção deles. A você, compartilho esta frase inspiradora de Sêneca: “A vida, sem uma meta, é completamente vazia”.

E você: o que achou desse assunto? Já tinha ouvido falar sobre a síndrome da dispersividade? Compartilhe suas impressões conosco. Até a próxima 🙂

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