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Quando o perfeccionismo se torna um problema

Quando o perfeccionismo se torna um problema

Eu sou perfeccionista!” Por muito tempo, acreditou-se que essa resposta era a ideal numa entrevista de emprego, quando o recrutador questionava sobre defeitos do candidato. Afinal de contas, que empresa não procura um profissional que zela (tanto) pelas tarefas? Mas vários estudos no campo da psicologia vêm tratando o perfeccionismo como um sinal de alerta.

A psicológa Brené Brown é autora de títulos de grande destaque sobre o assunto, entre eles: “A Coragem de Ser Imperfeito” e ainda “A Arte da Imperfeição”. Uma das definições mais impactantes que ela apresenta sobre o tema é de que o perfeccionista carrega uma armadura de 20 toneladas (você pode ver essa entrevista aqui). Falando em português claro significa conviver com as cobranças internas, somando-as à pressão dos fatores externos (o famoso “agradar aos outros”) e multiplicar tudo isso com o olhar crítico sobre tudo e todos. Ufa! Tem razão Brené quando fala das 20 toneladas, não é mesmo?

Pesquisei vários textos sobre o tema e relacionei abaixo os principais desafios enfrentados pelas pessoas perfeccionistas, olha só:

1. Cobrar-se demais (muito mesmo): essa é uma das características fáceis de identificar em um perfeccionista nato. É comum ouvir no discurso: “esse trabalho não ficou bom o suficiente” ou “não era o que eu esperava”. Em situações como essa é bom pensar: suficiente para quem? Isso é um indicativo de que a cobrança interna pode ser maior que a externa. Com o passar do tempo, esse sentimento pode virar uma bomba relógio.

2. Querer agradar aos outros: a necessidade de impressionar as pessoas à sua volta normalmente está associada a abrir mão de situações que proporcionam a felicidade a você mesmo. E o pior: essa pressão pode ser encarada pelos perfeccionistas como um mal necessário para alcançar o sucesso. Muitas vezes, esse sentimento é despertado logo na infância, a partir de cobranças severas dos pais ou mesmo dos professores (de modo, que o indivíduo carregue essa expectativa de outras pessoas, o tempo todo).

3. Não admitir falhas (em hipótese alguma): Lógico que ninguém procura errar, mas é natural da jornada humana enfrentar falhas para conseguir evoluir, crescer. Saber lidar com os próprios erros é um grande desafio de quem age em busca do perfeccionismo. O principal desafio aqui é reagir diante da falha, não deixar que a situação adversa derrube sua auto-estima.

4. Críticas, críticas e mais críticas: Em algumas situações, o perfeccionista costuma usar a mesma régua com a qual se mede para medir a atitude dos outros. E isso faz com que esteja o tempo todo com olhar crítico, sobre tudo e todos. Não estou falando aqui para agir como “Poliana”, ou seja: tudo é lindo e maravilhoso (e, por consequência, ignorar os desafios). A questão é saber dosar esse olhar para não se tornar amargo, disparando críticas o tempo todo.

Por onde começar?
Aí vão três recomendações que podem lhe ajudar a superar isso:

Compartilhe sua falha: Muitas vezes o perfeccionista não compartilha suas falhas com o receio do julgamento dos outros. Experimente contar uma falha que tenha cometido a algum amigo ou familiar. Nessa situação, terá uma segunda opinião acerca do fato em si (e não somente a sua visão, que costuma ser bem severa consigo mesmo).

Busque apoio: Reconhecer que precisa mudar o comportamento inadequado é o primeiro passo para vencê-lo. Procure um psicólogo que poderá ajudá-lo a trabalhar melhor a situação. Converse sobre isso com seus familiares e amigos. Ter uma segunda visão o ajudará a entender melhor o problema e, principalmente, a encontrar soluções para superá-lo.

Aprofunde seu conhecimento sobre o assunto: Além dos dois livros que mencionei acima, há um terceiro título bem interessante, que se chama: “Você pode ser feliz sem ser perfeita” (Alice D. Domar e Alice Lesch Kelly). Nesse livro, as autoras destacam os três tipos de perfeccionismo: 1) pessoas que esperam a perfeição de si mesmo; 2) pessoas que cobram a perfeição dos outros; 3) pessoas que pensam que os outros esperam perfeição delas.

Conhece alguém que enfrenta esse desafio?
Compartilhe esse post pela sua rede social e ajude outras pessoas também a reconhecer alternativas que ajudarão a vencer esse problema. Até a próxima!

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