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Persuasão – como usar essa ferramenta a seu favor

Persuasão – como usar essa ferramenta a seu favor

O poder de persuasão é uma ferramenta importante e decisiva nas relações humanas Ela exerce grande influência em vários aspectos da vida, não apenas, em termos de carreira, mas na vida pessoal. As pessoas persuasivas conseguem convencer as demais, a respeito de suas posições e crenças. Neste caso, suas ideias e conceitos passam a ser aceitos pelos outros.

Um dos grandes clássicos da literatura britânica, Persuasion (Persuasão), de Jane Austen, trata dos dilemas vividos por uma jovem que abriu mão de seu grande amor, ao ser persuadida por sua tutora a não ficar com rapaz – que pertencia a outra classe social. Na obra de Austen, a personagem cedeu aos argumentos da tutora, sem levar em consideração os seus próprios sentimentos.

Embora, haja traços de persuasão, por parte da tutora – talvez – houvesse também influência/manipulação.  A diferença entre os conceitos está – basicamente – na forma em que são executados. Enquanto, a persuasão age de forma incisiva, a influência ocorre sutilmente.

Uma arte?

persuadir

A persuasão pode ser considerada uma arte, por quê não? Afinal de contas, convencer as pessoas a concordarem com o que você diz e pensa exige habilidade, técnica e traquejo. Sem falar que também implica em um ato de responsabilidade, pois esse indivíduo tomará novas posições por conta de sua persuasão.

Mas conseguir persuadir outras pessoas não é algo tão simples assim, é preciso ter manejo, apresentar argumentos concretos, sem deixar lacunas. Até parece algo impossível ou designado a pessoas que possuem o “dom da persuasão”, contudo, ao contrário disso, para dominar essa ferramenta existem técnicas que ajudam as pessoas a serem mais persuasivas.  E são –  justamente –  essas dicas que vamos tratar nas linhas abaixo. Continue a leitura!

Passos principais

Pessoas persuasivas são articuladas e dominam muito bem a comunicação. Além disso, elas mantém bom relacionamento interpessoal e, em geral, são agradáveis e gentis. Sabe aquele indivíduo que é uma excelente companhia para conversas e que, em geral, está sempre rodeado de pessoas interessadas em suas opiniões?

Não precisamos mencionar que se trata de uma pessoa persuasiva.  Então, anote a primeira dica para dominar a arte da persuasão: seja uma pessoa agradável e simpática. Além disso, é importante também:

  • Ser comunicativo e mostrar segurança em suas posições. Como mencionado antes, pessoas persuasivas são também muito articuladas e expressam posições contundentes.
  • Comunicação e Gestos. Claro que é importante também dominar técnicas de comunicação, sobretudo, corporal. A forma como a pessoa gesticula, pode atrair ou não a atenção do outro.
  • Usar a argumentação. Além de apresentar ideias consistentes e embasadas, é essencial neste caso, apresentar construção de raciocínio, baseada na abordagem de vantagens e consequências para o receptor, segundo artigo da “Catho”.
  • Saber ouvir. Pessoas persuasivas também são ótimas ouvintes. Elas se mostram interessadas em ouvir o que o outro diz e, isso, cativa. Se trata de “meio caminho” para ser um indivíduo persuasivo.
  • Dizer a coisa certa. Se trata de um desafio, pois é preciso mensurar e identificar o que deve ser dito e fazê-lo com cuidado, prudência e zelo. É sempre importante ser respeitoso com o outro.
  • Dominar a inteligência emocional. Hoje em dia, esse quesito é primordial nas relações humanas. As pessoas que dominam esse tipo de inteligência conseguem ser Isso porque, através da inteligência emocional, o indivíduo está mais aberto a entender as emoções alheias e, isso, o confere segurança diante do outro. Ele se torna confiável.
  • Ter autoconfiança. Como já citamos em outros artigos, a autoconfiança é um ingrediente poderoso para conquistar seus objetivos e, obviamente, pessoas autoconfiantes podem dominar muito bem a arte da persuasão. Em geral, os autoconfiantes são espontâneos e passam segurança no que dizem ou fazem.

Manipular ou persuadir?

A estudante Camila Ribeiro, 22, conta que se afastou de uma das amigas, justamente, por causa do poder dela em influenciar as demais pessoas. “Eu fui influenciada poucas vezes por ela, mas me incomodada a maneira como ela dominava e manipulava as outras pessoas. Eu creio que não fui tão influenciada, pois sempre fui muito crítica e tenho posições firmes”, conta.

No caso de Camila, a habilidade da amiga em influenciar as demais foi decisiva para estremecer a amizade entre ambas. De certa forma, ela conseguiu se “defender” do poder de manipulação alheio.  Nesta situação não houve persuasão, pois a arte de persuadir implica em convencer as pessoas a tomarem decisões, propriamente, consideradas benéficas.  A pessoa persuasiva apresenta fatos e contextos que julga serem vantajosos para o outro.

Já a manipulação adquire um caráter mais nebuloso.  Geralmente, o manipulador ignora o que pode ser de benefício ao outro. Ele quer apenas dominar, convencer e pode até omitir informações importantes – se julgar que os dados comprometem seu objetivo, em convencer o outro. O cenário, então, se aplica ao exemplo da estudante Camila Ribeiro.   

Persuadir ou ser persuadido?

Na prática, acontece que muitas vezes, as pessoas são inconscientemente persuadidas e sequer percebem, quando estão diante de pessoas habilmente persuasivas.  Roger Fischer, autor de “As Armas da Persuasão – Como Influenciar e Não Se Deixar Influenciar”, afirma em sua obra que dominar as técnicas de persuasão é importante para não se deixar influenciar.

Ele ainda destaca que com o domínio da técnica de persuasão, a pessoa sempre consegue o “sim” em relação a questões que envolvem interações diárias, desde compras, concessões de serviços, etc. Até  parece que esse indivíduo descobriu a “galinha dos ovos de ouro”, mas na verdade, segundo os especialistas, é quase isso.

Influenciar para o bem

Em todo o caso, o ato de persuadir não deve ser encarado como uma ferramenta voltada apenas à obtenção de vantagens, mas, principalmente, uma oportunidade para convencer as pessoas a adotarem escolhas e posições certas. Mesmo que haja a necessidade em ser persuasivo (para sobrevier à selva), dominar essa técnica também pode contribuir para a sensatez e bom-senso, em relação a atitudes e posturas dos indivíduos. Uma pessoa influente e persuasiva tem essa missão, permeada de muita responsabilidade. Mas quantas pessoas estão dispostas a assumir esse “dever”?

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