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Perda auditiva e depressão

Perda auditiva e depressão

A perda de audição pode surgir por diversos motivos, sendo que os mais usuais são pela idade ou por fatores externos, como sons excessivamente altos que danificam o aparelho auditivo, ou doenças.

Desses fatores externos, também há subdivisões para as causas, podendo ser algum tipo de doença, alguma infecção causada por bactérias, acúmulo de cera nos ouvidos ou problemas decorrentes da genética.

Um problema muito comum também é o uso constante de fones de ouvido, ainda mais quando é usado com o volume muito alto.

O ouvido tem proteções naturais (aquelas curvinhas) para que o som seja “filtrado”, e o fone de ouvido ultrapassa essas barreiras, permitindo que o som entre diretamente.

Conheça o caminho do som em seu ouvido

No breve vídeo acima você pode conhecer um pouco o trajeto feito pelo som em seu ouvido. Pode também perceber a delicadeza das estruturas que compõem o ouvido, e que fazem um papel tão maravilhoso de condução do som até o nervo auditivo.

 

Perda auditiva relacionada ao trabalho

Também chamada de PAIR ou PAIRO (perda auditiva induzida por ruído ocupacional), pode acontecer devido à exposição prolongada a ruído no ambiente de trabalho. Considera-se que sons acima de 85 dB (A) em nível constante, ou por impactos, podem causar essa perda, que é sempre neurossensorial, e quase sempre bilateral.

É causada por lesão do orgão de Corti (ou cóclea), que fica no ouvido interno, e possui cilios que vibram quando recebem a vibração causada pelo som nos ossículos do ouvido médio: martelo, bigorna e estribo. Quando esse som chega em alta intensidade, os cílios vibram no líquido que os envolve, e são aos poucos perdidos. Com o passar do tempo, a pessoa pode ter uma perda de audição que, infelizmente, é definitiva.

A interrupção da exposição aos niveis sonoros elevados interrompe o desenvolvimento deste tipo de perda da audição. Usar EPI (equipamento de proteção individual) – os protetores auditivos – constitui uma maneira eficaz para prevenir a surdez ocupacional. Se você trabalha em locais com alto nivel de ruído, deve receber protetores auditivos individuais e deve usá-los durante todo o tempo em que estiver trabalhando.

 

Fatores emocionais, perda de audição e depressão

A perda de um dos sentidos e a depressão estão intimamente relacionados. Com a audição não é diferente. É muito complicado não entender o que as pessoas dizem, não ouvir os sons do ambiente, ou mesmo conviver com alguns sintomas que acompanham essa perda como zumbidos, vertigens, perda de equilíbrio, dificuldade social, entre outros. Pessoas que perdem esse sentido são mais propensas a desenvolver depressão e acabar se isolando.

Fatores psicológicos e emocionais também fazem com que a perda de audição aumente progressivamente.

Há relatos de pessoas idosas, casais, que quando perderam o cônjuge, depois de décadas juntos, simplesmente se desligaram do mundo e “optaram” por não escutar mais. É, isso realmente acontece, e tem algumas coisas que são difíceis para a ciência explicar.

Será que é possível que a pessoa escolha isso e que o sistema nervoso dela acate a ordem?

Estudos indicam que cerca de 10% da população mundial sofre com algum tipo de problema de audição. Isso se deve principalmente aos barulhos externos, além dos problemas de saúde. Excesso de barulhos como: carros, construções, sirenes, buzinas, música alta. E tudo mais que faz com que nossas rotinas possam ser estressantes podem sim levar o indivíduo à depressão, porque isso de algum modo afeta a qualidade de vida das pessoas, e estresse em excesso sem dúvida é um fator que pode levar ao adoecimento (veja nosso artigo sobre o estresse). Por esse e outros motivos, a perda auditiva e a depressão estão intimamente ligados.

Além de pessoas idosas serem mais propensas a perder a audição aos poucos, algumas doenças relacionadas à idade, como a diabetes, HAS, alterações metabólicas (dislipidemia, hipo ou hipertireoidismo), problemas vasculares, se não forem tratadas a tempo podem levar o idoso a perder a audição. O resultado, geralmente? Depressão e exclusão. E nesse ponto, é muito importante que a pessoa saiba que ela não está sozinha e tem apoio da família. Isso pode ser muito perigoso, não só pelo estado emocional que é afetado e pelo risco de depressão, mas por não conseguir se cuidar direito em ambientes que possam oferecer riscos à saúde, como, por exemplo, atravessar uma rua sozinho, e nem perceber que um automóvel está buzinando.

 

Saúde auditiva

perda auditiva 2

E então, o que fazer para manter a saúde auditiva?

Use a cabeça: nossos ouvidos são delicados, sem peças de reposição.

Algumas dicas importantes para manter a saúde de seu aparelho auditivo:

  1. Para higiene das orelhas, use somente uma toalha, limpando com delicadeza o pavilhão auditivo. Não use cotonetes, pois poderá machucar as estruturas internas. O tímpano é uma membrana bastante delicada e pode ser lesionada com facilidade. Se tiver propensão a acumular cera, procure um médico otorrinolaringologista, que fará a limpeza para você;
  2. Se você trabalha em um ambiente ruidoso, use sempre seu EPI e siga as recomendações de segurança;
  3. Evite ouvir som muito alto. Lembre-se que a perda auditiva por ruído é irreversível, e comprometerá muito a sua qualidade de vida;
  4. Procure ficar alguns minutos em silencio no decorrer do dia, em um local calmo;
  5. Vá ao médico frequentemente, e faça exames para verificar como está a sua saúde. Se você sente alguma dificuldade em ouvir, procure o especialista (otorrinolaringologista) e faça uma avaliação.

Ouvir é uma das grandes maravilhas de nossa Natureza.

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