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O que sabemos sobre a memória?

O que sabemos sobre a memória?

A comunidade científica admite que há ainda muitas temáticas a serem descobertas sobre a memória humana. Aliás, existem – de fato – muitas questões ligadas ao cérebro e mente que instigam a humanidade e, frequentemente, surgem descobertas surpreendentes sobre o assunto.

Conceitualmente, a memória é a capacidade de armazenar dados, informações e lembranças. As nossas memórias estão espalhadas nos neurônios, em meio a um complexo sistema nervoso. Para Erika Infante Baz, mestre em ciências da reabilitação neuromotora, em artigo publicado no site da (SBN) Sociedade Brasileira de Neurociência, “a memória é o que caracteriza cada indivíduo como um ser único”.

Memórias editadas

Umas das últimas pesquisas divulgadas sobre memória mostram que o cérebro pode agir como uma espécie de editor de informação, segundo estudo realizado pela Universidade Northwestern – divulgado em 2014. O conteúdo está disponível no site da instituição de Chicago, localizada nos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, o cérebro pega fragmentos do presente e insere em eventos relacionados ao passado. Na prática, é como se a memória reescrevesse o passado, mas com a inserção de elementos atuais. Quando um indivíduo recupera uma lembrança, ela pode vir acompanhada de dados do presente. Isso demonstra que há uma falha na memória humana.

O estudo sugere que a memória edita e reformula eventos para que caibam no mundo atual. De fato, pode-se dizer que a memória mantém viva as informações que são importantes no presente. Toda essa “edição de conteúdo é feita” no hipocampo – a “sede da memória” no cérebro.

Linguagem e memória

Em seu artigo para a SBN, a especialista Erika Infante Baz menciona que a existência da memória depende da presença da linguagem. Ela cita o exemplo de uma criança que não tem a formação da linguagem verbal e ao se tornar adulta, dificilmente se lembrará de algum fato ocorrido aos seus dois anos de idade, por exemplo. Para a especialista, “a linguagem estrutura grande parte da memória”.

A doutora em linguística Elisandra Vilella G. Sé menciona em seu artigo no “Vya Estelar” que a linguagem e a memória são dependentes entre si, isso significa que “uma função não vive sem a outra”. A especialista destaca que a linguagem é o conhecimento, ao mesmo tempo em que é “responsável pela constituição” dos conhecimentos que obtemos.

E onde se encaixa a memória nesse contexto? Bom, tudo indica que esse conhecimento ou conteúdo está armazenado na memória, como se fosse um texto, segundo a doutora em linguística. Elisandra Vilella G. Sé afirma ainda que a linguagem ajuda o ser humano a organizar todas essas informações. Por meio da linguagem, as pessoas também conseguem impor atribuições e classificações às memórias e lembranças armazenadas.

Outro dado observado pela especialista é o fato de que as pessoas lidam de forma diferente com a consolidação de informações, pois a linguagem é subjetiva e a atribuição sobre cada informação na memória é feita de maneira específica por cada indivíduo. Cada um tem uma forma própria para lidar com os fatos e lembranças. É como seu houvesse um mundo diverso e específico em cada mente humana. E não é exagero concluir que – de fato – tudo isso instiga e fascina em demasia a humanidade.

Um comentário

  1. Pingback: Sono e memória

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