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O poder do hábito

O poder do hábito

Já parou para pensar o quanto o hábito é importante em sua vida?  Esse traço do comportamento humano tem várias faces e, de acordo com o contexto, ele pode desencadear fatores que influenciam e muito em seu dia a dia. Vamos enumerar algumas situações corriqueiras, como por exemplo, o hábito de leitura – que obviamente – é extremamente importante para o conhecimento e formação humana.

Mas e se esse hábito de leitura se aplicar a obras menos densas e até superficiais, como a quantidade enorme de trilogias, sobretudo, com foco no público jovem? Ah, essa questão é polêmica. Há quem defenda que o hábito de ler, sem considerar o tipo de obra, já é algo louvável entre os jovens – em se tratando de um país em que a maioria sequer lê um livro por ano. Mas existem posicionamentos que defendem a abrangência de leitura mais complexa e reflexiva. Isso tudo contribui para que o indivíduo tenha uma visão de mundo mais densa, realista e que consiga observar as complexidades da sociedade, de forma contundente.

Bom, independentemente das posições contrárias ou favoráveis a gêneros vendáveis, sabemos que ler abre a mente e nos mantém em contato com outras temáticas, além de influenciar em nosso poder de escrita. Mas esse artigo não foca apenas no hábito de leitura, o objetivo é abordar o poder do hábito, de forma geral. Em nossa discussão, vamos enumerar outras situações, além do impacto desse “poder” em nossas vidas.

habitos

Estudos sobre o hábito

Como os hábitos são adquiridos? A ciência explica essa questão. Os estudos sugerem que os hábitos são bem definidos, mas ao longo da vida ocorrem outras configurações e classificações, como sugere artigo de Ann M. Graybiel e Kyle S. Smith, de acordo com o site “Viver Mente”.  O artigo diz que há coisas que fazemos automaticamente e que liberam espaço no cérebro para outras atividades.

Esses espaços reservam desde os hábitos corriqueiros, simples e usuais –  a ações mais complexas, que exigem trabalho para o cérebro. Outra curiosidade destacada no texto, é o fato de que os hábitos aparecem de forma espontânea, a partir do momento em que estamos nos ambientes físicos e interagimos com outras pessoas. Todas essas experiências trazem hábitos.

Os autores explicam que – na prática – as pessoas têm contato com novos contextos e estabelecem rotinas, que se tornam hábitos. Eles citam o exemplo de pessoas que em um determinado momento começaram a roer unhas, por enfrentar certa ansiedade e, como essa ação trouxe satisfação imediata – ela se tornou um hábito.

Outro detalhe importante, a medida em que algumas posturas se tornam hábitos, menos consciência temos delas, como se tornassem – puramente – ações mecânicas. Isso explica a incerteza que temos, muitas vezes, se trancamos a porta ou fechamos a janela, já que essas ações são tão habituais e se transferem para o “status automático”.

habito de fumar

Os bons hábitos

Em se tratando desse aspecto mecânico, em relação às atitudes corriqueiras, o modo automático pode favorecer o surgimento de hábitos danosos. As pessoas que mentem com muita frequência, por exemplo, não conseguem visualizar o limite para as mentiras, elas contam essas inverdades tantas vezes que sequer percebem que mentem sobre tudo e a todo instante.

Os mais antigos dizem que a “mentira tem perna curta” e, além disso, pode-se dizer que além de viver pouco, ela deixa estragos homéricos. Por isso, é essencial cultivar bons hábitos, ao menos, tentar reduzir ao máximo que puder a incidência dos maus hábitos.  E como reverter esse panorama e cultivar bons hábitos? O caminho está, principalmente, em ter consciência dos maus hábitos que se possui e a partir dessa análise, buscar por melhorias. Tudo requer uma mudança de comportamento.

No quesito estudos e educação, um artigo do site “Canal do Ensino” cita alguns bons hábitos que devem ser priorizados pelos estudantes, dentre eles, sempre fazer anotações sobre observações, dicas de professores, ou mesmo, coisas que o aluno precisa cumprir, como pesquisar sobre algum tema ou livro sugerido em aula. Os outros hábitos benéficos citados pelo artigo são: fazer a lição de casa, se comunicar com os professores, estabelecer um estilo ou cronograma que se adeque a ele – quanto ao roteiro de estudos. Além disso, é importante também ter foco, objetivo e se preparar para os testes, dentre outros.

O bons hábitos também devem estar presentes em nossa rotina de alimentação, porque cuidar da saúde é a prioridade. Pessoas que têm o hábito de se alimentarem de comida saudável têm mais disposição para o dia a dia, são menos estressadas e, claro, saudáveis. E quem cultiva o hábito de praticar exercícios físicos e manter o cardápio alimentar saudável, obviamente, ganha na qualidade de vida e bem-estar.

Personalidade e hábito

Com base nas observações e exemplos citados ao longo do artigo, chegamos à conclusão de que o hábito é mesmo poderoso. Ele não apenas influencia em nossas vidas e escolhas, como interfere na vida do outros. Hábitos negativos são danosos e trazem consequências desagradáveis. Mas então, por qual motivo esses hábitos são tão presentes em nosso cotidiano? Por que as pessoas não cultivam apenas bons hábitos? As respostas para essas questões podem estar em vários fatores, como aqueles hábitos que surgem espontaneamente e de forma simples, conforme interagimos com o mundo e sociedade, e aqueles que nascem de situações delicadas.

O surgimento e consolidação de alguns desses hábitos podem também ter ligação com a nossa personalidade. Pessoas muito dedicadas e exigentes consigo mesmas tendem a criar hábitos com atmosfera, digamos, disciplinar – como estabelecer metas e cobranças quanto ao cumprimento de objetivos, etc. Dependendo do contexto, se trata de um bom hábito.

Ao passo que, esses indivíduos extremamente disciplinados e exigentes, em situações nas quais exercem função como gestores, podem exigir a mesma disciplina e cobrança dos subordinados e, em alguns casos, de forma rigorosa – o que pode gerar conflito e trazer autoritarismo.

Bom, então, como podemos ter bons hábitos? É possível eliminar os maus hábitos? Para a questão 1, talvez, o bom senso, motivação e boa vontade em focar em atitudes positivas sejam ingredientes – que podem contribuir para os bons hábitos. Em relação a questão 2, devido a nossa complexidade e suscetibilidade a falhas, os maus hábitos – mesmo que em menor grau – estarão por perto, sempre. Mas podemos focar em deixá-los em desvantagem, a medida em que os bons hábitos estejam em destaque. Que tal?

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