Receba novidades no e-mail

CONTEÚDO VIP

Coloque o seu email aqui para receber gratuitamente as atualizações do blog!
Inteligência Emocional – de que forma ela afeta a sua vida?

Inteligência Emocional – de que forma ela afeta a sua vida?

Você já deve ter ouvido alguém dizer frases como: “o chefe não tem Inteligência Emocional, ele é grosseiro e não sabe lidar com pessoas.”. Bom, o QE (Quociente Emocional) de fato, se trata de uma questão muito importante no mundo de hoje, não apenas para setor corporativo. Isso porque as relações interpessoais – de forma geral – influenciam vários âmbitos e aspectos da vida. O QE, na prática, é um índice que está relacionado a capacidade das pessoas em se relacionar com as outras, além de se relacionar consigo, o QE está amplamente ligado à Inteligência Emocional.

Então, a respeito do exemplo acima, no contexto de hoje, um gestor que não tem Inteligência Emocional – dificilmente – conseguirá conduzir com eficácia uma equipe e os resultados negativos são inevitáveis. Sem falar que as pessoas estão bem menos tolerantes a chefes grosseiros e autoritários. Isso pode até render um processo por assédio moral, dependendo do caso.

Inteligência Emocional como requisito nas empresas

É claro que em uma entrevista de emprego, a empresa deseja contratar profissionais com excelentes conhecimentos, mas o fator Inteligência Emocional se tornou cada vez mais requisitado para as empresas. Saiba que o QI (Quociente de Inteligência) é tão importante quanto o QE – neste contexto todo.

O psicólogo Roberto Santos afirma em entrevista ao site da “Revista Exame” que as pessoas com alto QE se destacam e se diferenciam das demais. Ele menciona que essas pessoas, raramente, possuem mau-humor e conseguem entender as emoções dos outros, além de saberem lidar sabiamente com momentos de estresse e desafios.

QE

Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, destaca na reportagem que a Inteligência Emocional ainda é um quesito escasso no mundo corporativo atual. E por qual motivo isso ocorre? Ele explica que graças às novas tecnologias e o uso intenso delas – associadas ao acúmulo de funções – ocorre “o afastamento das pessoas” e “desconexão com os demais colegas no trabalho”.

A especialista em RH Danielle Silva afirma que por várias vezes os gestores de sua empresa optaram por contratar funcionários com melhor perfil, no que se refere ao QE. “As pessoas com inteligência emocional interessam muito aos gestores. E elas têm capacidade de crescer na empresa e conquistar bons cargos futuros”, afirma.

O QE é tão importante no ambiente de trabalho que através dele, o gestor consegue mensurar como o funcionário consegue lidar com situações delicadas e seu relacionamento com os demais integrantes da equipe. “Eu conheço casos de profissionais com Inteligência Emocional que conseguem manter uma boa rede de contatos e mantém relacionamento saudável com todos os setores. Isso não quer dizer que essa pessoa seja ‘diplomata’ ou excessivamente ‘gentil’. Ela consegue dosar gentileza e objetividade, sempre com foco nas melhores soluções”, completa Danielle.

QE ou QI?

De qualquer forma, o próprio tema é pouco entendido e dominado pela maioria das pessoas, como afirma Daniel Goleman, especialista no assunto e autor do livro “Inteligência Emocional”. Em sua obra, ele destaca que a visão que a sociedade tem a respeito de Inteligência Emocional ainda é muito limitada.

O autor afirma que, nem sempre, o sucesso ocorre por causa do QI. Ele cita exemplos de pessoas com QI modesto que se tornam bem-sucedidas na vida, ao contrário de algumas com elevado QI – que não decolam em suas áreas de atuação e vivem em meio a frustrações.

Danielle Silva, inclusive, destaca que muitos profissionais com QI elevado conseguem ser superados – em termos de destaque e posicionamento na empresa – por quem domina o QE. “Existem pessoas ainda reticentes quanto à importância da Inteligência Emocional. Muitos não sabem usar o QE em seu favor. Isso tudo tem a ver com a falta de conhecimentos sobre o tema”.

mindfullness

Como trabalhar melhor o QE e a Inteligência Emocional?

Trabalhar a Inteligência Emocional e o QE pode ser um dos grandes desafios e paradigmas para a maioria das pessoas. Na prática, é como rever conceitos, ser autocrítico e refletir sobre o que pode ser mudado ou melhorado em sua vida. A maioria dos especialistas no assunto concorda que a Inteligência Emocional é algo que pode ser adquirido, sendo uma habilidade a ser treinada.

E será que conseguimos aprender sobre o assunto através de cursos ou livros? Marcelo Furlan, CEO da Enora Leaders, explica em reportagem da “Exame” que a Inteligência Emocional está ao alcance de todo mundo, mas não se trata de um assunto que vai ser assimilado através de livros ou palestras.

Ele destaca que o aprendizado ocorre muito mais na prática, no cotidiano das empresas e outros setores – quer permeiam as relações humanas, de forma geral. Isso quer dizer que o primeiro passo para desenvolver essa habilidade é focar na autocritica, autorreflexão e observar as questões e problemáticas ao seu redor. Essa reflexão deve ser latente e frequente também.

As pessoas com Inteligência Emocional conseguem lidar com questões e desafios, além de terem autoconfiança. A reportagem da revista “Exame” cita algumas dicas para melhorar o QE.

Uma das sugestões principais é ser autocrítico e não “cair na armadilha” da autoconfiança excessiva.  O texto destaca que é preciso reconhecer seus limites e falhas. A matéria cita o exemplo dos selfies – tão populares nas redes sociais e que exemplificam a vaidade excessiva, segundo o psicólogo Roberto Santos.

Já Aldan afirma na reportagem que é preciso “desconfiar das próprias emoções”. Isso quer dizer desconectar-se ao que está sentindo. Por exemplo, se uma pessoa sente que deverá cumprir tal procedimento – mas não identifica que é uma medida eficaz, ela estará sujeita a agir emocionalmente, mas não da forma adequada. É como se esse indivíduo recusasse a ouvir “sua intuição”.

E para conseguir observar esses “insights”, é preciso se autoconhecer e ter sensibilidade para identificar as soluções. Tudo isso é prática e exercício constante.  Outra dica que pode ser adicionada às sugestões dos especialistas, é se pautar pelo bom senso. Tente aplicá-lo em suas relações com os demais indivíduos. Diante de questões delicadas, seja no trabalho ou vida pessoal, busque agir com cautela, reflexão e coerência.

E você, o que acha desse tema? Deixe a sua opinião abaixo, em Comentários. 🙂

4 comentários

  1. Assunto realmente delicado, mas acredito que cautela e bom senso, seja um bom ingrediente para compor a inteligência emocional.

  2. Muito bom e bem desenvolvido o texto. A inteligência emocional é a base do sucesso de quem quer que seja, na convivência, na direção de algum trabalho, na condução de uma empresa ou simplesmente no relacionamento diário. A inteligência emocional conduz a pessoa ao sucesso que ela deseja em sua vida através do tempo. Desenvolver a inteligência emocional é aplicar muita sabedoria para chegar com sucesso ao ponto desejado. Amei o texto.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. *

*

Scroll To Top