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Diversidade no ambiente de trabalho

Diversidade no ambiente de trabalho

Um dos efeitos mais latentes do mundo globalizado é a facilidade que temos para nos comunicar com pessoas de várias partes do planeta, de culturas diferentes, etnias e aspectos religiosos.  No ambiente de trabalho você pode se comunicar com quem vive do outro lado do Atlântico, como se a pessoa estivesse ao seu lado. Sem falar, na presença cada mais frequente de estrangeiros que vêm ao Brasil para trabalhar e, isso, traz diversidade étnica ao escritório.  De que forma toda essa diversidade e convivência com culturas diferentes é positiva no ambiente corporativo?

Há quem prioriza a bandeira da cultura única, a qual a humanidade não deveria ser dividida, e sequer deveria existir essas divisões e traços étnicos diversos, que mais separam do que unem a humanidade.  O próprio termo raça é errôneo, pois devemos nos referir a apenas uma raça: a humana. De qualquer forma, não vamos polemizar, independentemente dessas questões, fica evidente a necessidade de saber conviver com o diferente, com indivíduos de outros hábitos e valores culturais. O segredo para conviver bem, talvez, esteja no respeito mútuo entre as diferenças.

Sem julgamentos

Os preconceitos já nascem atrelados a falta de conhecimento sobre um determinado tema. Esses pré-julgamentos carregam a ignorância, neste sentido, a pessoa não tem embasamento, informação e desconhece determinado assunto. Esses meandros todos favorecem o cenário de julgamentos e preconceitos. Imagine um ambiente de trabalho no qual um dos funcionários seja, por exemplo, de origem árabe-muçulmana. Suponhamos que se trata de uma jovem, de 25 anos e que usa o véu islâmico.

Como o uso desse item é incomum no Brasil e a religião muçulmana não está entre as mais populares por aqui, as pessoas tendem a fazer julgamentos e, muitas vezes, criticar o uso do véu. Contudo, é muito importante observar, que muitas vezes, o uso do véu não representa opressão para aquela jovem. Na prática, muitas mulheres muçulmanas se sentem confortáveis e mais seguras ao usar o item.

Dessa forma, cabe as pessoas não fazer julgamentos e respeitar as diferenças.  “Se a mulher mulçumana quiser usar o véu, a burca ou niqab, está no seu direito. A proibição implica em discriminação, resistência em relação a esta cultura. O véu é um
hábito antigo no mundo mulçumano”, afirma a economista brasileira de origem palestina Amyra El Khalili. Num cenário como esse, é preciso haver respeito e tolerância às diferenças.

Compreender

Quando a pessoa tenta compreender sobre outras culturas e tem conhecimento de certos hábitos praticados por alguns grupos, esse entendimento favorece o respeito e tolerância. Ela evita, por exemplo, dizer comentários preconceituoso e firmados no senso comum. Então, ponto positivo para a boa convivência.

Outro detalhe importante, quando um indivíduo mantém respeito pela diversidade, ele consegue ser respeitado também. Dessa forma, mesmo que você não concorde com certos hábitos gastronômicos do colega, você não precisa, necessariamente, dizer sobre a discordância. O mais prudente neste cenário é ser cordial, respeitoso e tolerante.

Quando se tem conhecimento sobre uma determinada cultura, você tende a não ter rejeição ao diferente, pois compreende essas nuances e tem noção da diversidade e complexidade presente nos grupos étnicos. Sem mencionar também que a pessoa percebe que sua própria cultura é estranha aos olhos do colega estrangeiro e que se tivesse nascido em determinado lugar ou família, suas posições seriam outras.

Integração

Se uma empresa multicultural incentiva ações que promovem integração, certamente, essas medidas tendem a contribuir para o engajamento da equipe e melhorar o ambiente de trabalho.  Por exemplo, por mais que o Brasil faça parte da cultura latino-americana, os vizinhos sul-americanos – que são bastante próximos de nós nesses aspectos, de fato, possuem alguns hábitos culturais diferentes e, muitas vezes, esses aspectos podem causar estranheza por aqui.  E para lidar com essas questões, mais uma vez, é preciso exercitar o respeito, cordialidade e tolerância.

O operário J.D.S, nasceu na Bolívia e vive há cinco anos em São Paulo. Ele conta que na empresa onde trabalha teve de lidar com preconceito de alguns colegas, mas com o tempo, ele percebeu que foi – de certa forma – ‘aceito’ pelo grupo. “Eu quase não falava, pois estava aprendendo a falar português, não tinha dificuldade para entender, mas o meu sotaque causava risos aos colegas. Eu acho que essa situação melhorou com a mudança de chefe. O gestor anterior não se esforçava muito para me integrar ao time, mas o chefe atual foi bem solidário a mim”.

O rapaz afirma que hoje se sente mais integrado e motivado a trabalhar na empresa.  “O preconceito existe, mas tento lidar com isso e sigo a minha vida neste país”, completa. A integração promovida na empresa em que trabalha o jovem boliviano foi vital para que ele conseguisse se sentir parte da equipe, por isso, as empresas que possuem diversidade étnica, cultural ou religiosa, precisam focar na integração desses funcionários e combater qualquer ação ou posição que favoreça o isolamento.

Aprender com o outro

Conviver no trabalho com pessoas de diferentes culturas e etnias é uma oportunidade valiosa para aprender. Sempre existe algo que proponha conhecimento, desde algum traço cultural, hábito ou modo de vida. Viver essa diversidade traz aprendizado mútuo, que não se aprende em livros, mas nas experiências cotidianas e no contato com percepções e visões de mundo diferentes.

E em meio a esse panorama, o indivíduo pode aprender a trabalhar em equipe, ouvir outras posições e perceber que as pessoas e situações não precisam ser as mesmas e não existem grupos étnicos superiores, ou mesmo inferiores. Na prática, existem as diferenças, em meio a mosaicos culturais, e isso traz tonalidade à vida e à sociedade, de forma geral.

E se temos pessoas que vivem ou viveram experiências distintas, ou possuem conceitos distintos, por quê não buscar aprender sobre essas singularidades?  Saiba que a diversidade tem seus benefícios, ela abre portas e traz conceitos divergentes, muitas vezes, desafiadores e que rompem paradigmas. Mas a vida sem essas mudanças de rotina, de fato, não teria muita graça. Então, viva a diversidade cultural!

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