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Dependência química e o risco de acidentes de trabalho

Dependência química e o risco de acidentes de trabalho

Por mais comuns que as drogas sejam, as pessoas ainda consideram um tabu falar sobre dependência química. E isso é algo extremamente não recomendado, pois ignorar o problema não trará nenhum tipo de solução e benefício para a sociedade em que vivemos.

Desde os primórdios do álcool – que é uma das drogas psicotrópicas mais antigas e conhecidas – o dependente químico vem sendo tratado apenas com um estorvo, uma pessoa que envergonha a família e que causa acidentes de trabalho.

Entretanto, esse tipo de postura é muito prejudicial, não só para o dependente químico, mas também para todas as pessoas que estão a sua volta.  Antes de mais nada uma pessoa que sofre com algum tipo de vício deve ser tratada como alguém que tem sérios problemas de saúde, a simples repreensão ou violência contra a mesma não solucionará o problema.

Resumindo, a dependência química precisa de tratamento, muitas vezes urgente. E negligenciar isso poderá ser a diferença primordial que a manterá viva, evitando acidentes de trabalho e ainda reabilitando um cidadão de volta a sociedade.

O que provoca a dependência química?

Dependência química é causada por drogas, no âmbito geral. Sejam estas licitas ou ilícitas, provocam diversas reações químicas no corpo humano. O corpo humano, por assim dizer, é uma constante reação química.

Quando ingerimos uma droga, que pode até ser um medicamento para gripe, estamos alterando a forma básica da química do corpo. A pastilha de medicamento vai para o estomago, que a dissolve e espalha sua composição contra a bactéria ou vírus que está danificando o nosso corpo.

Por sua vez, a droga psicotrópica, que na maioria das vezes não é dissolvida no estomago, atua na parte do cérebro responsável pelo controle de nossas sensações de prazer.

Lembra que o corpo humano é uma constante reação química? A droga funciona como um elemento químico que estimula o prazer, que pode variar de sensações, desde o relaxamento até a excitação sexual.

Seguindo com o funcionamento da droga no corpo, o ser humano adquire dependência química porque a sensação de prazer provocada pelo elemento químico passa a ser uma necessidade do seu cérebro, que o considera como uma forma primordial da sua felicidade. Algo semelhante acontece com a inserção de testosterona em um homem que não está necessitando de hormônios.

Quando o indivíduo ingere testosterona de forma desregulada os testículos param de fabricar esse componente, pois o cérebro interpreta que existe outra maneira de fazer isso. No caso da droga psicotrópica o cérebro faz a mesma associação, mas relacionada ao prazer e a outras coisas. Ele entende que não há outra maneira de sentir prazer sem ser desta forma.

Entretanto, vale ressaltar que a dependência química não começa apenas com uma dose de um componente químico. Ninguém vira um alcoólatra por ingerir um copo de cerveja. É o consumo constante que causa o vício, e às vezes até a pré-disposição, que faz com que o cérebro interprete que se precisa disso com o máximo de frequência possível.

drogas e trabalho

Os riscos de ter um dependente químico no ambiente de trabalho

A equipe está junta há algum tempo, todos trabalham de forma harmônica e efetiva, mas tem uma pessoa, homem ou mulher, que ficou ou é diferente dos demais, e isso atrapalha bastante a produtividade daquele grupo feliz que costumava exercer suas funções sem nenhum tipo de complicação. Ela ou ele é um dependente químico, a sua presença naquele ambiente pode ser prejudicial para o empreendimento, mas quais são os ricos de acidentes de trabalho?

As mazelas provocadas por um dependente químico em um ambiente de trabalho são diversas, mas todas incluem danos físicos e psicológicos aos presentes. Veja a seguir uma lista das situações mais comuns que provocam acidentes de trabalho ocasionados por dependentes químicos.

O “acidente” é uma forma interpretativa de encarar os problemas causados por um dependente químico, ou seja, não condiz apenas com “acidentes” no significado etimológico da palavra.

  • Danos a equipamentos: Um dependente químico não tem pleno controle das suas ações, o que pode provocar problemas de coordenação motora, e até mesmo desleixo, que resultam em danos ao patrimônio da empresa, como a quebra de cadeiras, mesas, computadores e etc.
  • Roubo de equipamentos: Comum no ambiente familiar, onde o indivíduo vende ou se utiliza de algum utensilio como barganha para conseguir drogas, o dependente químico pode roubar a empresa e colegas de trabalho para poder sustentar a sua dependência química de forma mais efetiva.
  • Lesão corporal: O descontrole emocional do viciado pode causar danos físicos nele mesmo e nos colegas.
  • Agressão: Seguindo a linha do descontrole, a agressão é a lesão corporal intencional, onde o viciado almeja alguma coisa ou simplesmente está fora de si querendo arrumar confusão, que gera agressões e brigas. A agressão também pode ser uma forma de autopunição, o indivíduo não aceita a própria condição e provoca alguém para poder “ser punido”.
  • Perda de funcionários: O desconforto provocado pela presença desse tipo de funcionário pode provocar a demissão de seus colegas de trabalho que não aceitam mais conviver em um ambiente problemático.
  • Baixo desempenho: O mais óbvio dos problemas, o desempenho individual e coletivo é afetado pela dependência química, a produtividade decai de três a cinco vezes mais do que o comum.
  • Processos jurídicos: Sempre imprevisível, o dependente pode causar algum tipo de problema que resulte em um processo jurídico contra a empresa.

Como lidar com um dependente químico no ambiente de trabalho

Você é um gerente ou dono de empresa que almeja evitar acidentes de trabalho provocados por dependência química? Então, encare a situação de frente. Coloque as cartas na mesa e proporcione auxilio para o seu funcionário.

Sim, é isso mesmo, auxilio! Afinal de contas, o vício em drogas é uma doença que necessita de tratamento intensivo e constante.

Chame o funcionário para conversar, esclareça a sua postura e peça que ele entre em um programa de ajuda e que, também, procure um médico. Nos casos mais graves é possível oferecer uma licença médica para a pessoa se tratar.

Somente pense em demitir o funcionário em último caso, quando todos os seus esforços forem insuficientes e a presença do mesmo possa ser prejudicial as pessoas a sua volta.

E você, tem algo a dizer que possa contribuir para esse tema? Deixe seu comentário abaixo.

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