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Ataques de pânico no trabalho: como lidar com isso?

Ataques de pânico no trabalho: como lidar com isso?

A síndrome do pânico é uma doença que está a cada dia mais presente na vida moderna. Uma rotina com alto nível de stress e cobrança, alta competitividade, muitas atividades para executar em um curto espaço de tempo, medo, insegurança, ansiedade e uma vida marcada por problemas pessoais e profissionais, são fatores que contribuem de forma elevada para o aumento da incidência da síndrome.

Certamente você deve conhecer alguém muito próximo que está enfrentando ou que já enfrentou essa doença, conhecida também como transtorno do pânico. A síndrome do pânico atinge pessoas de qualquer sexo e idade, porém é mais comum em mulheres a partir dos vinte anos.

Trata-se de uma doença originada no cérebro humano. De acordo com os estudos médicos, a principal causa do ataque de pânico é um desequilíbrio nas substâncias químicas produzidas pelos neurônios do cérebro, como a serotonina, a noradrenalina, a adrenalina e a dopamina. Esses ataques são recorrentes para quem sofre da doença e resultam em crises repentinas e inesperadas de ansiedade, apreensão, muito medo e um incontrolável desespero, sem que exista um motivo real visível para isso.

Algumas pessoas ainda sentem o coração disparar intensamente e ficam com muita falta de ar, sensação de sufocamento, tonturas, náuseas, dor no peito, formigamentos e palpitações, em resumo, trata-se de um mal estar generalizado. Nas crises mais fortes a pessoa perde a noção da realidade, não sabe quem é, onde está e o que está fazendo, perde a noção do certo e do errado e as referências mais básicas sobre ela mesma e sobre o seu dia a dia. Muitas vezes também não reconhece pessoas, até mesmo as mais próximas.

Normalmente os ataques de pânico, apesar de intensos e perigosos, são rápidos. Duram apenas alguns minutos, normalmente entre 15 e 20, e após esse período tudo volta ao normal. Após a crise, algumas pessoas lembram do que aconteceu, mas a maioria não lembra de absolutamente nada.

Sofrer com ataques de síndrome do pânico é extremamente prejudicial em qualquer situação, em qualquer idade e em qualquer fase da vida, porém, para quem está em plena vida profissional, ter esses ataques no ambiente de trabalho envolve diversas variáveis e pode criar uma situação ainda mais preocupante e comprometedora. Isso porque, a maior parte dos profissionais que sofrem da síndrome, como receio de não participarem de novos e grandes projetos da empresa, de congressos que envolvam deslocamentos e viagens, e até mesmo de serem excluídos de indicações para promoções por conta da doença, acabam optando por esconder da empresa a sua real situação médica.

ataque de pânicoNa realidade, não são somente as empresas, mas a sociedade também não costuma ser muito compreensível e receptiva com as pessoas que sofrem de síndrome do pânico, o que é um erro. Pessoas com síndrome do pânico podem e devem ter uma vida normal, tanto na vida pessoal como na profissional. Pesquisas demostram que a personalidade de uma pessoa com síndrome do pânico, inclui características muito procuradas pelas organizações, como comprometimento excessivo, alta expectativa, produção acima da média, característica de assumir grandes responsabilidade, não aceitar os próprios erros e serem perfeccionistas, controladoras e extrovertidas.

Como o ambiente corporativo, devido ao alto nível de stress, cobrança e competitividade, é também é um lugar propicio para desencadear a doença, é comum que desde o chão de fábrica até os altos escalões executivos, trabalhem muitas pessoas que enfrentam a síndrome, apesar da empresa e dos colegas de trabalho na maior parte das vezes não terem conhecimento.

O problema vai mais além, já que as pessoas que sofrem da síndrome tem problemas não apenas durante as crises, mas também no dia a dia, já que não sabem quando serão atingidos novamente pela crise, e acabam convivendo com uma situação de preocupação diária, dentro de um verdadeiro círculo vicioso, aumentando a insegurança e comprometendo a qualidade de vida do dia a dia pessoal e profissional.

E como devemos lidar com isso dentro do nosso ambiente se trabalho? O que cabe a cada um de nós fazer quando um colega está passando por esse problema? Como ajudar ao presenciar um ataque ou uma crise?

Em primeiro lugar não marginalizar e não ignorar a pessoa. Quem sofre com a síndrome não pode ter a sua competência subestimada, porque a pessoa continua sendo capaz de executar as suas tarefas. Não podemos também ser indiferentes ao problema. A síndrome do pânico é real e deve ser levada a sério pois não trata-se de capricho. Então, nunca diga para a pessoa que “é bobagem”, ou que “não é nada”.

Procure não pressionar a pessoa a fazer qualquer atividade, por mais simples que pareça para você, porque se ela afirma não ter condições de realizar algo é porque realmente não tem.

Durante o período em que a pessoa tiver passando por uma crise, mantenha a calma. Por mais complexo que isso possa ser, as pessoas que estão em contato com o doente precisam estar serenos e não se abalar com as atitudes da pessoa. Mostre que está por perto para ajudar e passe segurança. Quando presenciamos um ataque de pânico, não podemos nos envolver no desespero do paciente, pois se isso acontecer, ficará muito difícil ajudar e controlar a situação.

Nunca trate quem tem o problema como uma pessoa doente ou diferente, a pessoa não pode se sentir inferior, porque ela já estará com a auto estima abalada. Incentive a pessoa a buscar tratamento médico de especialistas, inclusive de psiquiatras. Não indique medicamentos ou receitas de terceiros. Existem vários tratamentos, porém apenas o médico poderá indicar o mais adequado em cada situação. A maioria das pessoas obtém grande melhora com o tratamento e é fundamental que a doença seja tratada. Quando isso não acontece, a síndrome leva o indivíduo a desenvolver múltiplas fobias que passam a limitar a sua vida, como fobia social, fobia de multidão, fobia de dirigir, dentre outras. Isso acaba afastando a pessoa da vida social e só agrava cada vez mais a situação.

Tenha paciência, carinho e compreensão, pois é muito difícil imaginar e entender o que a pessoa está vivendo.

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